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(Render using Sketchup + Vray + Photoshop)
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EXTENSÃO DO MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

Numa área predominantemente marcada pelo seu carácter residencial, com uma forte vida noturna e um intenso tráfego automóvel, o seguinte projeto surge como tentativa de solução para estes problemas, reforçando o carácter cultural da zona do Museu Nacional de Arte Antiga, reafirmando-o na rota museológica da cidade de Lisboa.

A simbiose do desenho criativo e do processo construtivo do projeto refletem uma consciência clara daquilo que são os problemas urbanos, económicos e sociais do país, oferecendo uma solução abrangente em implantação mas recatada na intervenção.

A proposta desenvolve-se assim em três frentes:

A primeira situa-se na localização atual do Instituto José Figueiredo, propondo a sua demolição, para efeitos de construção de um novo edifício que remata o museu. Através de uma volumetria que se assemelha à do volume Anexo ao palácio projetado pelos irmãos Rebelo de Andrade, marcando um forte eixo de simetria no Palácio Alvor, e atribuindo um novo equilíbrio volumétrico ao Museu.

Esta recebe toda a coleção portuguesa do Museu, libertando toda a área do Anexo para receber as exposições temporárias. O novo edificado recebe também quatro pisos de estacionamento subterrâneos para os visitantes, um restaurante na cobertura e um novo auditório que permite libertar o espaço do antigo para aumentar a área da biblioteca.

A segunda localiza-se na Avenida 24 de Julho, adjacente à escadaria romântica de acesso ao jardim 9 de abril. O conjunto proposto vem realojar o instituto José de Figueiredo, bem como oferecer ao museu um significativo aumento da área de armazenamento de peças e novas oficinas destinadas ao restauro das mesmas. Este cria também uma nova ligação entre as cotas da Av. 24 de julho e o jardim 9 de abril.

A terceira visa a preservação e renovação do antigo muro da praia bem como a limpeza das traseiras dos conjuntos edificados da Av. 24 de Julho, criando assim uma nova rua paralela à Avenida, de carácter pedonal, que desenvolve novas possibilidades de acesso ao conjunto edificado.

As três frentes de intervenção surgem com diferentes propósitos. A primeira, relativa ao novo volume de expansão do MNAA (A), emerge com o intuito de conferir uma nova monumentalidade contemporânea ao Museu, destacando-se na imagem urbana da área de Santos. A segunda, relativa ao novo Centro de Restauro e Arquivação (B), encontra-se camuflada naquela que é a imagem urbana da Av. 24 de Julho, mantendo o ritmo de desenho volumétrico e de alçado da Avenida. A terceira, relativa à nova rua (C), pretende oferecer um novo percurso paralelo à Avenida, mais protegido da intensidade do tráfego automóvel, com novos acessos ao conjunto edificado do museu, como é o caso da nova escadaria de acesso ao Jardim do Museu, ou dos acessos verticais de acesso ao Jardim 9 de Abril.

Projecto feito em grupo com Nuno Nascimento